Sobre Lourival de Jesus Serejo Sousa

Lourival de Jesus Serejo Sousa, Nascido em Viana (MA), Bacharel em Direito Direito pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA), em 1976, foi advogado e promotor de justiça, é Desembargador do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão. Como Juiz de Direito, serviu nas comarcas de Arari, Brejo, Imperatriz e São Luís, onde foi juiz auditor da Justiça Militar, juiz da 3ª Vara da Família, juiz corregedor, membro do Tribunal Regional Eleitoral e diretor da Escola Superior da Magistratura (Esmam), da qual é professor. Iniciou sua carreira literária em 1992, em Imperatriz, com "O Presépio Queimado", sua primeira obra. Livros publicados: Rua do Porto, Contribuições ao Estudo do Direito, Direito Constitucional da Família, Do Alto da Matriz, O Baile de São Gonçalo, As Provas Ilícitas no Direito de Família, Programa de Direito Eleitoral, A família partida ao meio. Membro da Academias Maranhense de Letras, Maranhense de Letras Jurídicas, Vianense de Letras e Imperatrizense de Letras.. Membro do Instituto Brasileiro de Direito de Família.

Avaliação do Usuário

Estrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativa
Nas comemorações dos 70 anos da Revolução Russa, Gorbachev, em seu discurso oficial, indagou: "Como estará o mundo em 2017, quando comemoraremos o centenário da Revolução de Outubro?"
Gorbachev ainda está vivo, mas a Revolução morreu. O mundo é outro. A Rússia é outra. Morreu o comunismo russo, morreu a URSS e morreu a grande utopia de uma geração sonhadora, que chegava até àquele jovem ginasiano lá de Viana.
Naquele 25 de  dezembro de 1991, quando Gorbachev renunciou ao cargo de Secretário-Geral do Partido Comunista, desmoronou-se um império que durou 74 anos de existência, cumprindo, assim, por ironia, a assertiva de Marx: "Tudo que é sólido desmancha no ar".
A Revolução de 1917 foi o maior acontecimento do século XX. Depois, seguiram-se a revolução chinesa (1949) e a cubana (1959). O êxito desses movimentos firmou a concretização das teorias de Marx, Lênin,  Trotsky e outros pensadores revolucionários que desejavam dar o grande salto dialético em busca de uma síntese que representasse a culminância da sociedade perfeita: o socialismo.
Falar da Revolução Russa neste espaço limitado é um desafio, uma vez que se trata de um tema com várias vertentes, várias conclusões, afastando equívocos e, o que é mais difícil, levantando pontos polêmicos que podem acicatar os ânimos de alguns radicais intolerantes. Afinal, como disse o historiador britânico China Miéville, a Revolução Russa é um capítulo da História no qual escolhemos nossos heróis e nossos vilões.
Não posso deixar de afastar duas conclusões equivocadas sobre a Revolução de Outubro. A primeira, para dizer que não se deve confundir o socialismo que Lênin pretendeu implantar nas quinze Repúblicas que formavam a URSS com o stalinismo, que implantou os gulags e assassinou milhões de compatriotas.
O segundo ponto é sobre o papel de Gorbachev. Os comunistas ortodoxos tem-no acusado de traição à causa revolucionária. Já li sua autobiografia e outras obras sobre o fim da Revolução e não concordo com quem lhe atribui a pecha de traidor. Ele, na verdade, sonhou ingenuamente com um governo comunista humanizado, com liberdade de expressão em que a glasnost e a perestroika afastassem as mentiras oficiais e favorecessem o surgimento de uma nova sociedade no mundo soviético. Esqueceu-se, porém, de que as quinze repúblicas que formavam o bloco socialista estavam reprimidas como um vulcão a ponto de entrar em erupção. A pequena abertura que ele fez foi como tirar a tampa da caixa de Pandora ou soltar o gênio da lâmpada de Aladim. O que vivia debaixo da vigilância da KGB e da disciplina do Partido Comunista estourou como o  rompimento de uma represa. E tudo foi de enxurrada, inclusive o próprio Gorbachev, que ficou rodando em círculo.
Avaliar-se a Revolução de Outubro, que completaria cem anos neste 26 de outubro (segundo o calendário Juliano, em vigor na Rússia de 1917), como um fracasso é desconhecer os milagres sociais, econômicos e culturais que ela produziu, tirando um povo de um sistema semifeudal, para transformar a Rússia  numa potência mundial, e fazer da URSS uma força política incontestável capaz de conter o avanço americano no mundo inteiro, com as suas garras capitalistas.
Ao contrário do que se alardeia, nem Marx nem o comunismo acabaram. A mais evidente prova é a China comunista exibindo sua força política e econômica, ainda bem vermelha e vencedora. 
Com a extinção da URSS, o trem que retornou da Estação Finlândia, onde deixara Lênin, em abril de 1917, continuará seu percurso, recebendo novos sonhadores em várias estações do mundo, rumo a uma nova utopia.
A pletora de obras que está sendo publicada sobre o centenário da Revolução de 1917 traz elementos elucidativos para que se tenha a noção exata dos acontecimentos. Seria bom que fossem lidas e debatidas por aqueles precipitados que emitem opiniões passionais e equivocadas. Sugiro começar com o clássico de John Reed: Dez dias que abalaram o mundo.
Ainda é cedo para a História avaliar com precisão o verdadeiro significado da Revolução do Outubro Vermelho e a influência que teve em todo o mundo, nas mais variadas dimensões.

Avaliação do Usuário

Estrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativa

Ele passou a vida inteira colecionando selos, gastando dinheiro com a compra de cartelas inteiras de selos novos. Sua coleção de selos nacionais e estrangeiros era perfeita, sob todas as exigências técnicas. Os álbuns foram-se multiplicando até chegar a dezenas. Ali estava um investimento de dinheiro,de tempo e de prazer.

Avaliação do Usuário

Estrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativa

Lourival Serejo

Não será surpresa se, em breve, essa chamada que titulariza esta crônica, aparecer nos classificados de algum jornal: Vende-se uma Igreja.

Para que não fique nenhuma dúvida, a grafia é com “I” maiúsculo, de Igreja como instituição religiosa, apesar de que, em vários países da Europa, muitas igrejas, com “i” minúsculo, já foram vendidas por falta de fiéis. Ouvi o depoimento de alguém que se surpreendeu ao ver uma antiga igreja, no Canadá, transformada em um supermercado.

Avaliação do Usuário

Estrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativaEstrela inativa

Lourival Serejo

Se perguntássemos a qualquer brasileiro onde está a sabedoria de Neymar, com certeza diriam que está nos pés, na sua agilidade como jogador. É contrariando a essa óbvia conclusão que venho falar do pescoço de Neymar, onde está inscrita sua lição de sabedoria.

Quem assistiu às sucessivas entrevistas dadas por nosso atleta maior, durante a Copa do Mundo, deve ter observado que, no pescoço dele, está gravada a expressão: Tudo passa.